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Gostaria de conhecer o cálculo moral e o balanço ético feito pelo Dr. Marcio Thomaz Bastos para defender e posar ao lado do Cachoeira. O ex-ministro da Justiça do governo Lula sentado com um operador da bandalheiras da direita parlamentar em conluio com a direita midiática. Sentado, defendendo e referendando a conduta pestilenta e antissocial de um inseto político.
Esse Marcio Thomaz merece o desprezo de todos nós. Como foi feito, durante a ditadura, com o cantor Wilson Simonal. Um desaparecimento cívico total e definitivo.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A Europa tem sistema de partido único
É o que afirma o filósofo István Mészáros
A última crise financeira enterrou os resquícios de diferença entre social-democratas e conservadores na Europa e agora prevalece no continente a definição que o escritor Gore Vidal cunhou para os EUA: um sistema de partido único com duas alas direitistas.
A afirmação é do filósofo húngaro István Mészáros (foto), professor da Universidade de Sussex (Reino Unido), que chega ao Brasil nesta semana para o lançamento da coletânea em sua homenagem, "István Mészáros e os Desafios do Tempo Histórico" (editora Boitempo).
"É irônico que na Grécia e na Espanha a tarefa de impor um arrocho cada vez maior aos trabalhadores tenha sido passada a governos ditos socialistas e assumida por eles. Para superar a paralisia imposta pelo "sistema de partido único", é preciso mudar o processo de tomada de decisões". A informação é da Folha, edição de hoje.
Um dos principais teóricos marxistas vivos, Meszáros, 81 anos, deixou a Hungria após a invasão soviética de 1956. Ele se notabilizou pela crítica à gestão econômica opressiva no antigo bloco socialista, contida em seu livro "Para Além do Capital".
Segundo ele, a crise hoje nos países ricos é estrutural, e não parte dos movimentos cíclicos tradicionais no capitalismo. Portanto, diz, não está no horizonte uma "longa onda ascendente" de recuperação econômica.
"Uma crise estrutural requer remédios radicais. Não há lugar para a autocomplacência quando trilhões de dólares jogados fora [para salvar os bancos] mal puderam arranhar a superfície do problema real."
Para Mészáros, o recurso às propostas do britânico John Maynard Keynes (1883-1946) - de intervenção estatal para regular o mercado e estimular o crescimento - pode trazer "alívio temporário". Não resolve, porém, o impasse causado pelo domínio das finanças sobre toda a atividade econômica.
"Grécia, Irlanda e Portugal estão falidos e outros países da Europa não estão longe disso. Os Estados podem intervir para se proteger, por meio do agravamento do seu próprio endividamento. Mas há um limite."
O filósofo fará palestras em São Paulo, Salvador, Fortaleza e Rio.
Leia a entrevista de Mészáros na íntegra, aqui.
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1 comentários:
A continuar esta tendência dos governos petistas rumo à direita, este será, possivelmente, também futuro do Brasil.
Há alguns anos, li entrevista de Cesar Benjamim na qual ele afirmava que PT e PSDB queriam transformar o sistema político brasileiro em algo semelhante ao dos Estados Unidos: dois partidos que se revezam no poder, alijando completamente a oposição da possibilidade de um dia vir a ocupá-lo.
Mais tarde, Benjamim andou se excedendo e falando algumas coisas que não deveria, porém, essa afirmação dele não é de todo descabida.
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