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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Clássico do rock



Dire Straits

Ainda a propósito do silêncio dos intelectuais guascas


Nenhum Camões do Moinhos de Vento arrisca um grão de crítica ao governo-pântano de Yeda

[...]

Os poetas brasileiros não morrem em revoluções.

Quando elas acontecem, os bardos nacionais

preferem segurar os empregos.

Na Revolução de 30 não morreu um só Dante

de Cascadura para contar como é descer ao inferno.

Todos eles aspiram ao céu de palmas abertas

soltando as batatas quentes na corrida

dos mil metros para ocupar ministérios,

secretarias da cultura e bibliotecas nacionais

reservadas para os insistentes em Poesia Sempre

(palmas para eles com uma só mão no ar rarefeito

da imortalidade a cacete, chá e simpatia

de casca dos boias-quentes).


[...]

Trecho brevíssimo do vasto poema "Vi uma foto de Anna Akhmátova" do pernambucano Fernando Monteiro.

Ontem, eu estava almoçando no Centro e se aproximou de mim um leitor deste blog, já me estendendo a fotocópia integral do poema de 85 páginas que homenageia a grande Ana Andreievna Gorenki (ou Anna Akhmátova), morta em 1966.

Gentil, ele não só me presenteou com o pequeno volume encadernado em espiral, guarnecido por capas de plástico rijo e amarelo, como me apontou o trecho acima, sugerindo uma fina provocação aos intelectuais de bombachas que estão mudinhos da silva com a nauseante pantanosidade do yedismo de fracassos.

O curioso de tudo isso é que eu postei aqui dois pequenos poemas de Anna, no gelado sábado de 11 de julho último, e semanas depois, já em agosto, fiquei sabendo que a Prefeitura Municipal de Recife estava editando um imenso poema de Fernando Monteiro dedicado à grande poeta russa, mas nunca pude ter acesso ao mesmo. Agora tenho-o aqui, de fato, foi editado em agosto de 2009. Parabéns à Recife e ao seu poeta Monteiro.

O poema pode ser lido aqui, na íntegra.

The Guardian começou a contratar blogueiros para enfrentar a crise estrutural da imprensa


Mais um duro golpe na velha midiocracia de papel

Deu no site Digestivo Cultural:

E mais um capítulo da guerra sem fim entre jornalistas e blogueiros teve lugar nas últimas semanas, com o anúncio do Guardian, um dos maiores jornais do Reino Unido (e um dos maiores na internet em língua inglesa), contratando blogueiros para produzir notícias locais a partir de algumas capitais do mundo, não exigindo mais formação, ou mesmo experiência, em jornalismo.

Que a internet já vinha dando sucessivos golpes na prática do jornalismo tradicional, ninguém hoje duvida, mas que uma empresa de mídia, com sua fundação ligada a um grande jornal, reforçasse a supremacia dos blogueiros – no métier jornalístico –, ninguém imaginaria. Independente da discussão mesquinha, invariavelmente levada para o lado pessoal, o anúncio é, mesmo que simbolicamente, também um golpe sobre a afirmação de que apenas jornalistas, de papel, sabem fazer “cobertura local” – algo que, até há pouco, era, inclusive, uma justificativa para a manutenção do status quo de redações onde, como notoriamente se sabe, a maioria sequer pisa na rua, passando longas horas na frente do computador, quando não “reprocessando” press releases (para imprimi-los no dia seguinte).

E a iniciativa do Guardian vem a calhar, no Brasil, quando a poeira do fim da exigência de diploma, para a prática de jornalismo, ainda não assentou, com protestos de burocratas da profissão, que fingem não enxergar que podem estar sendo, neste momento, ultrapassados por alguém com um computador e uma conexão à internet...

O Guardian vai pagar os blogueiros e uma suspeita de que estaria preparando um portal com notícias locais de grandes cidades, subitamente, está à beira da confirmação. Numa demonstração de sabedoria, a nova empresa de mídia (o “ex-jornal”) deixou de competir com os impressos e se preocupa, atualmente, em garantir uma supremacia na internet (que, há anos, é mais importante que as bancas de jornal).

No Brasil, contudo, ainda se lançam novos jornais de papel, e se oferecem velhos jornais a preços à la carte (quando os internautas não os querem nem de graça...). Quem sabe, o Guardian ensine aos nossos jornalistas que, no lugar de ficar implicando com a blogosfera (e as mídias sociais), eles deveriam se aliar aos blogueiros, enquanto ainda é tempo...


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O Guardian não é qualquer ZH que foi fundado ontem. O velho diário da Kings Place londrina começou a circular em 5 de maio de 1821. Um velho-jovem jornal capaz de entender que os tempos estão bicudos para a midiocracia de papel e que é preciso fazer alguma coisa. Que tal então se aliar a quem está me ameaçando? É o que está fazendo o Guardian, num agudo senso de hiperrealismo na veia. Em janeiro deste ano de 2009, o jornal estava vendendo cerca de 358 mil exemplares diários, cerca de 5% inferior ao mesmo período de 2008, portanto, dentro da tendência mundial dos diários. A presente decisão gerencial - drástica, porque imponderável - tem a preocupação em se antecipar aos fatos e moldar uma realidade menos adversa nestes tempos de incertezas e más notícias para a imprensa tradicional.

Procurando informações na Wikipedia sobre o The Guardian, para escrever esse post, se nota que o verbete do jornal londrino é bastante completo. "Os editoriais do Guardian geralmente ficam à esquerda do espectro político" - diz a Wiki. Talvez seja um exagero para um jornal liberal clássico, hoje, situado no centro do leque ideológico. Mas comparando com a imprensa brasileira, o Guardian está na extrema esquerda, trata-se de um ultra.

Interessante é que a Wiki descreve como foi a linha editorial do Guardian em situações e episódios cruciais, como na Guerra Civil Espanhola (apoiou os republicanos contra o fascismo franquista), na Segunda Guerra, nas guerras do Iraque e Afeganistão (posição anti-guerra e de não-intervenção imperialista), e outros. Comumente o Guardian é acusado pelos sionistas de ter adotado uma posição anti-Israel, o que não deixa de ser algo estimulante, já que a imprensa mundial é quase unânime em apoiar as políticas genocidas e racistas dos governantes israelenses na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Seria bom que as pessoas, especialmente os internautas mais safos, fizessem o mesmo na Wiki em português, relativamente aos diários brasileiros e sua classificação conforme linha editorial em fatos relevantes da história nacional e internacional. Certamente, um fato histórico teria identidade editorial em todos os jornais brasileiros: apoio unânime ao golpe civil-militar de 1964-1985. Outra unanimidade: filiação tácita ao PIG.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O infiltrado Hélio Costa quer diminuir o controle do governo sobre a venda de emissoras


Ministro anfíbio: pertence à midiocracia oligárquica e é governo

Um projeto de lei de autoria do ministro das Comunicações, Hélio Costa, propõe diminuir o controle do Estado e do Congresso sobre a venda de emissoras de rádio e TV. O projeto seria votado ontem na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas a votação foi adiada para a semana que vem. A informação é da Folha, de hoje.

Ele propõe que as rádios com potência de até 50 KW e as emissoras de TV que não são cabeças de rede possam ser vendidas sem autorização prévia do Poder Executivo e do Congresso, desde que não possuam acionista estrangeiro.

As emissoras teriam apenas que comunicar a troca de controle ao Executivo, no prazo de 45 dias a contar do registro da venda na junta comercial ou no cartório de pessoa jurídica.

Segundo empresários do setor, mais de 80% das emissoras de rádio do país têm potência inferior a 50 KW, o que significa que poucas continuarão sob o controle do governo.

Uma das restrições à proposta está em que a legislação impõe limites à concentração de propriedade de rádio e TV. Para especialistas, o projeto reduz o poder do governo de fiscalizar.

Desde 1962, é obrigatória a autorização prévia do presidente da República para a venda do controle acionário de emissoras de TV e a do ministro das Comunicações para a venda de rádios. A partir de 1988, tornou-se obrigatória também a aprovação prévia pela Câmara e pelo Senado.

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Dono de emissora de rádio em Minas, Costa legisla em causa própria. Isso evidencia a promiscuidade dentro do próprio governo Lula. Hélio Costa configura o entrismo da midiocracia brasuca no seio do lulismo de resultados.

É uma ilustração perfeita da análise de Werneck Vianna sobre o governo Lula (ver no post anterior). A luta política foi levada para dentro do Estado e é arbitrada por uma única pessoa, Lula.

Outra ilustração perfeita, é a do Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Agricultura. O primeiro representaria a pequena agricultura, que produz 70% dos alimentos consumidos no mercado interno, o segundo, representa o agronegócio de exportação, cujos dividendos ficam com cerca de quinze oligopólios setoriais (grãos, sementes, agroquímicos, transgênicos, maquinários) e são controlados à distância pelo setor financeiro.

Modelo de Lula não sobrevive sem ele


A luta política foi levada para dentro do Estado e é arbitrada por uma única pessoa

O potencial destrutivo de um modelo que é baseado na ideia de convivência numa "comunidade fraterna", onde todas as demandas são consideradas legítimas e o Estado arbitra os ganhos de cada classe, é bastante alto. "O Lula está ameaçando a todos com sua atuação. Vamos entrar num conflito de todos contra todos depois do seu governo", disse o cientista político. Na sua avaliação, nem a candidata do presidente à sua sucessão, Dilma Rousseff (PT), nem qualquer outro postulante à Presidência, governista ou oposicionista, tem condições de manter essa conjunção de forças. E essa não é uma construção em que basta ter a ajuda de Lula nos bastidores: é necessário o seu protagonismo.

"O modelo é de uma fragilidade espantosa. É uma peça de gênio que não permite que o autor descanse nunca", afirma. A figura invocada por Werneck Vianna é a do equilibrista que mantém os pratos sobre as varetas e tem que permanentemente girar as varetas para que os pratos não caiam. O estrago seria menor, segundo ele, se Lula assumisse outro papel, o de um "grande prestidigitador" que mantivesse um mínimo de contraditório na sociedade enquanto incorpora "políticas sociais de verdadeiro alcance". Isto é: se deixasse de nivelar interesses e conflitos de classe.

O modelo Lula de desenvolvimento é produto de aproximação progressiva com a "tradição republicana brasileira", que admite "a prevalência do Estado, do público, como uma forma do todo subsumir as partes, definindo o destino das partes" e concebendo a sociedade como uma "comunidade". Nela, todos os interesses são legítimos, "inclusive os da alta burguesia, desde que cumpram uma agenda social". O exemplo é a pressão direta exercida pelo presidente Lula sobre o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, com indicações de que obrigações a empresa deveria assumir.

"O Estado tem o papel protagônico", afirma Werneck Vianna. Esse protagonismo não foi um cálculo, mas o produto de "acidentes e incidentes de percurso", ao final dos quais foram legitimadas e incorporadas "tradições de um repertório antes estigmatizado", como, por exemplo, o organismo sindical corporativo. O ciclo de desenvolvimento do governo Lula está sendo conduzido, portanto, sob uma tradição renegada não apenas pelo PT, mas pelo próprio PSDB, na constituição desses partidos, reabilitada na crise e mantida sob o gênio de Lula.

"A luta política foi sendo trazida para dentro do Estado e tudo hoje é arbitrado por uma única pessoa. Só existe um político hoje no Brasil e ele se chama Luiz Inácio Lula da Silva", disse Werneck Vianna. Disso decorre que a política fica sem espaço na sociedade.

O "triunfo da ordem burguesa" sob o governo Lula não foi prosaico, diz o cientista político, mas "grão-burguês". Recuperou funções do Estado tradicional - inclusive a de mediador da luta política - e símbolos do passado, como o do Brasil-Potência, que remetem ao nacional-populismo de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek e ao nacional-desenvolvimentismo de Geisel. No caso do atual governo, "é um nacional sem popular, abduzido pelo Estado", disse Werneck Vianna.

"Do Bradesco, passando por Paulo Skaf e Blairo Maggi, indo para as grandes agências como Finep e CNPq, e terminando na massa de despossuídos desse país, todas essas forças passam pelo Estado - e são capilarmente articuladas pela intelectualidade, via Anpocs, ONGS, sindicatos etc", disse o cientista político.

Para a esquerda, à qual ele se filia, é necessário fortalecer a esfera pública. "É preciso que os partidos políticos se autonomizem e construam uma esfera pública rica, mesmo que isso importe a desaceleração de algumas políticas", disse.

Artigo da jornalista Maria Inês Nassif, publicado hoje no diário Valor.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Claude Lévi-Strauss em 2005

Morre aos 100 anos o antropólogo Claude Lévi-Strauss


Autor da obra "Tristes Trópicos" morreu no sábado passado

O antropólogo Claude Lévi-Strauss, um dos intelectuais mais importantes do século 20, morreu no sábado passado aos 100 anos, informou hoje a editora Plon. A informação é da Agência Efe.

Lévi-Strauss influenciou de maneira decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.

O intelectual nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908, de pais judeus e franceses. Estudou direito e filosofia na Universidade de Sorbonne, na França. Nos últimos anos, Lévi-Strauss viveu recolhido no apartamento que morou nos últimos 50 anos em Paris e recebia poucos amigos.

Lévi-Strauss iniciou seu grande projeto intelectual em 1934, quando foi convidado pela recém-fundada USP (Universidade de São Paulo) para lecionar sociologia.

O antropólogo viveu durante três anos no Brasil e fez várias excursões para o Centro-Oeste e o Norte do país e, em contato com índios cadiuéus, bororos e nambiquaras, começou a esboçar as bases do estruturalismo, corrente que revolucionaria a antropologia em meados do século 20.

As várias missões etnológicas e as experiências em Mato Grosso e na Amazônia foram contadas em seu terceiro livro, "Tristes Trópicos" (1955), também considerado uma espécie de autobiografia intelectual. As obras fundamentais foram lançadas bem depois de sua curta temporada no Brasil.

De volta a Paris, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, foi convocado para combater em 1939, mas deu baixa por causa da origem judia.

Em 1941, se refugiou nos Estados Unidos, dando aulas em Nova York, onde conheceu o lingüista Roman Jakobson, que teve uma grande influência sobre seu pensamento.

Lévi-Straus notabilizou-se também por sua atenção entre as relações entre a cozinha e a cultura.

Na obra "Mitológicas" (1964-71), ele ilustra a oposição entre a natureza e a cultura, utilizando as noções de alimentos crus e cozidos, frescos e podres, molhados e queimados, por exemplo. Com isso, seria possível alcançar generalizações sobre o pensamento humano.

Os estudos de Lévi-Strauss contribuiram muito para a formação de uma consciência ambientalista no mundo.

O silêncio irresponsável da elite guasca


Onde estão os intelectuais e os empresários guascas?

Deu no blog RS Urgente:

Reproduzo aqui comentário do leitor Franklin Cunha a respeito do estado das coisas no Rio Grande do Sul:

“O que mais nos impressiona nessa cortina de silêncio em torno das denúncias de crimes do atual governo, é a absoluta ausência de manifestações da intelectualidade gaúcha. Descrevem o pôr-do-sol, os ipês floridos, a feira do livro, as festas gauchescas, preocupam-se com os monumentos públicos, como se todas essas “monstruosidades ” geradas no Piratini, não existissem. Não podemos acreditar que todos eles foram cooptados pelas benesses do poder”.

Após ler esse comentário, fiquei tentando me lembrar de alguma manifestação recente neste sentido vinda da intelectualidade guasca…Se alguém tiver notícia, favor avisar.

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Outro silêncio ensurdecedor é o do empresariado guasca. Empresários rurais (agronegocistas) e urbanos fizeram certamente um pacto de omissão e silêncio, face aos escândalos e roubalheiras no setor público sulino. Onde está a Farsul, a Fiergs, a Federasul e as demais entidades patronais dos sul-rio-grandenses? Teríamos no Rio Grande uma elite irresponsável?

O sociólogo italiano Francesco Alberoni criou o conceito chamado “elite irresponsável”. Essa elite é composta de pessoas ou grupos sociais cujo poder institucional é nulo, e portanto não são chamadas a responder por sua conduta perante a comunidade, mas ainda assim impõem modelos de comportamento ético que influenciam grandes círculos sociais, eleitorais e políticos.


Fogaça quer transformar Porto Alegre em cidade da barbárie


Mundialmente conhecida como a capital da contra-hegemonia, agora corre o risco de ser famosa por estimular a indústria de morte

Terça-feira passada, dia 27 de outubro, o jornal Zero Hora (fac-símile parcial acima) informava sobre os projetos da empresa israelense Elbit para Porto Alegre. A empresa de tecnologia de guerra já opera na cidade desde 2001 com o nome fantasia "Aeroeletrônica". Agora, os israelenses querem investir aqui cerca de 50 milhões de dólares, segundo eles, para "modernização de aviões bélicos", seja lá o que isso signifique. Lanternagem de aviões? Funilaria de máquinas de matar? "Martelinho de ouro" de aviões avariados? Ou fábrica de robôs assassinos?

O que Zero Hora oculta é o seguinte. A Elbit Systems Group, empresa privada, está implicada na construção de um dos trechos do famigerado muro do apartheid, na Cisjordânia. Fornece ao exército sionista de Israel veículos não-tripulados, manipulados por controle remoto, conhecidos como Drones, a rigor, robôs assassinos. De acordo com organizações de solidariedade ao povo palestino, cerca de cem palestinos morreram em decorrência destes veículos na recente Operação Chumbo Derretido. Os robôs são muito utilizados nos assassinatos seletivos de lideranças da Resistência Palestina. Além da palestina, esses Drones estão sendo usados no Iraque e no Afeganistão, atualmente.

O governo norueguês tomou a decisão de retirar o seu investimento da empresa israelense Elbit Systems Ltd, pelo seu papel central na construção do muro de apartheid na Palestina. Enquanto isso, ao propor reduzir o ISSQN de 5% para 2%, o prefeito José Fogaça (PMDB) ajuda a financiar esta empresa e associa o cidadão porto-alegrense - e a imagem de Porto Alegre - a essa empresa de barbárie e ódio. Uma empresa de morte e destruição. É um futuro de barbárie que Porto Alegre quer ajudar a construir?

Os vereadores de Porto Alegre, especialmente os de oposição, tem a chance (como obrigação) de fazer esse debate. Não é possível passar um cheque em branco para uma indústria sabidamente de guerra. O que mesmo essa empresa produzirá em Porto Alegre? Não se pode permitir que José Fogaça, futuro candidato da direita ao Palácio Piratini em 2010, transforme Porto Alegre em seu contrário. Conhecida mundialmente por ter sido sede de protestos e conferências pacifistas e que lutam por um outro mundo possível, Porto Alegre - pela estreiteza do prefeito Fogaça - corre o risco de ficar conhecida pelo contrário de sua fama - por abrigar empreendimentos de morte, desumanidade, racismo e intolerância.

Tema pautado pela leitura do blog Paidéia Gaúcha, sempre atento.

Contato com o blog Diário Gauche:

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Porto Alegre, RS, Brazil
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