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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ZH faz editorial em favor da bandalheira dos pedágios


É escandaloso o empenho do grupo RBS ao se autoinvestir como porta-voz das concessionárias de estradas no RS. A colunista da chamada “Página 10”, edição de hoje, faz um esforço comovedor para defender as empresas que exploram os pedágios no estado (quase sempre empreiteiras maquiadas de concessionárias de estradas).

O verdadeiro editorial em favor da bandalheira dos pedágios chega ao requinte de informar que “as concessionárias estão irritadas” com o governo Tarso Genro. E a colunista não fica nem corada, com esse evidente empenho "desinteressado" em favor das empreiteiras/concessionárias. 


12 comentários:

Omar disse...

Ela está tentando ocupar o espaço deixado pelo Dr. Ricardo Giuliani, que fazia esse papel e foi demitido.

Claudemir disse...

No 3º Reich isso provavelmente nunca aconteceu. O governo ordeiro do fuhrer, sob a doutrina do nacional-socialimso, não permitiu nem permitiria a mídia e o sistema financeiro nãos mãos de seus atuais donos hebraicos.

Mas, enquanto o medo de apontar as verdades imperar, enquanto este discurso rasteiro e covarde de respeito às "diferenças e crenças" prevalecer, ficaremos à mercê dos bandidos judeus e sionistas da privataria e neoliberalismo mundial.

Carlos Eduardo da Maia disse...

O que Rosane está a dizer é que as atuais concessionárias não foram chamada para o Conselhão do Tarso. Elas deveriam sim participar. Agora, pedágio existe em qualquer lugar do mundo socialmente desenvolvido. Ninguém pode ser contra os pedágios, até mesmo porque o poder público não tem condições de manter rodovias, como bem se sabe. Melhor é fazer contratos de concessão que devem atender o interesse público. Espero que Tarso faça uma bela licitação em relação às rodovias gaúchas, impondo contrapartidas de duplicação com rodovias em concreto para as concessionárias, como ocorre, volto a dizer, no mundo socialmente desenvolvido. Nossas estradas são uma vergonha!

Ricardo disse...

Engraçado Feil que as mesmas empreiteiras que tem as concessões são aquelas que reformas as estradas ditas públicas através de licitação. Qual a saída pra isso?

Anônimo disse...

Cristóvão:

Esta é o objetivo do jornalismo de hoje, e que para legitimar só precisa um diploma, vender o peixe de quem quer que seja, ou melhor "pagando bem, que mal tem?"

Claudio Dode

Nelson disse...

É, Feil. É escandaloso mas nada surpreendente o empenho da RBS em fazer a defesa das empresas de pedágio.
Contudo, creio que há algo que pode ser ainda mais escandaloso: é a passividade bovina da gauchada diante dessa roubalheira que se chama pedágio. Essa mesma gauchada que não se cansa de autoproclamar-se o ramo mais esperto, mais inteligente, mais probo, enfim o mais mais entre todos os ramos do povo brasileiro.

No ano passado, ouvi dizer que o Tarso, quando em campanha, falou em transformar os atuais pedágios privados em comunitários. Espero que ele cumpra.

Nelson disse...

Na região de Passo Fundo e Carazinho, temos um caso exemplar a mostrar o quanto a população pode perder quando um serviço que é público, ou que pode ser gerido por uma instituição pública, é repassado para as mãos da iniciativa privada.

Se você quiser ir de Passo Fundo a Carazinho, uma distância de 45 km, terá que pagar R$ 6,00 de pedágio. Para voltar para Passo Fundo, o pedágio te morderá em mais R$ 6,00.
Já se você tiver que ir de Passo Fundo a Getúlio Vargas, cidade que dista também 45 km, terá que pagar R$ 3,60 no pedágio do município de Coxilha e nada mais ao voltar.

Por que essa diferença? Por que num dos pedágios você tem que pagar uma tarifa que vale apenas 30% do outro?
Simples. No primeiro caso, o pedágio é gerido por uma empresa privada e, no segundo caso, o pedágio é comunitário.

Ou seja, no pedágio comunitário o cidadão/contribuinte tem que arcar com as despesas de manutenção da estrada, de pessoal incluída, posíveis impostos, e basta. Enquanto isso, no pedágio privado o cidadão/contribuinte tem que pagar essas mesmas despesas e... mais o lucro que o empresário/concessionário quer ter. E, obviamente, como vivemos em um sistema econômico-produtivo capitalista, esse lucro não pode ser pequeno e tem, pela lógica intrínseca a este sistema, obrigatoriamente, que crescer a cada período que passa.
E esse lucro vai crescer, se não pelo aumento da tarifa, pela piora na qualidade dos serviços prestados e pela imposição de salários mais baixos ao pessoal contratado pela concessionária. Em qualquer situação, prejuízo certo para o cidadão/contribuinte.

O espantoso é que se diz bom de briga, que se diz mais inteligente, mais esperto, o gaúcho, não se dá conta disso e segue pagando pedágios caríssimos.

Para finalizar, o caso dos pedágios é mais um a mostrar o tamanho da falsidade do discurso da RBS - e de outros órgãos da mídia hegemônica - quando se arvora como a defensora número 1 do cidadão/contribuinte contra a fúria arreacadora e incompetência do Estado. Para esta mídia, o Estado se preocupa apenas em "engolir" os ganhos conquistados por esforços individuais ao mesmo tempo em que é altamente perdulário no trato dos recursos públicos.

Anônimo disse...

http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvrs-player/45/player/219556/bom-dia-rio-grande-foi-retomado-hoje-o-transporte-pelo-guaiba-28-10-2011/1/index.htm

Reporcagem da RBS sobre a inauguração do sistema de transporte fluvial entre Guaíba e PoA. Em torno de 2:40-2:50 min do vídeo a repórter entrevista um usuário e quando ele elogia o Tarso Genro pela implantação do serviço ela corta o cara e começa a falar da PAISAGEM!!!

Anônimo disse...

Me chamou a atenção tambem, a infantilidade(estão irritadas), as concecionárias. Faltou neuronio ... adulto para Abelha Rainha.O jornal precisa qualificar seus colunistas.

Anônimo disse...

O PT de Viamão está instalando as famosas áreas azuis no centro, copiando esta barbaridade implantada pelo PT de Porto Alegre.
É só demarcar os box nas ruas e instalar os parquímetros caça níqueis arrecadadores sem investimento algum na Cidade.
Isso vale??????
Pedágio que mantém as estrada em condições de uso é roubo?
Francamente, me poupem.....


Ana de Viamão

Anônimo disse...

É o conselhão do Tarso tem lugar para FIESP digamos, e deveria então reservar 5 cadeiras para cada empresa de pedágio.
Claro que é um absurdo.
As concessionárias de pedágio que se virem para se fazerem representar pelas suas lideranças sindicais empresariais, já que não podem mais ir direto no bolso, aliás nos gabinetes, dos políticos.

Anônimo disse...

Ana, eu sinceramente, dou graças à Deus por termos a área azul aqui em Porto Alegre. Hoje é possível estacionar no centro, coisa que antes era impensável. Se as estradas pedagiadas estivessem em ótimas condições até meio que concordaria contigo. Digo, meio concordar, por que essas estradas já estavam prontas, já haviam sido pagas com nossos impostos, e diga-se de passagem, algumas foram revitalizadas, antes de serem entregues às concessionárias. Concordo com o pedágio, desde que a concessionária tenha feito a estrada nova, e com toda a infra estrutura que a mesma deve ter.
E, Maia, na Alemanha não existem pedágios e as estradas, as autobahns são excelentes. Na França existe pedágio, mas quem não quer pagar o pedágio que diga-se de passagem é alto, existem as rotas alternativas. Aqui temos que pagar, pois não nos deixam opção. Para ir a Charqueadas, paga-se o pedágio e menos de 300 metros, desvia-se para a estrada que leva à Charqueadas e São Jeronimo. Pior, paga-se na ida e na volta.
É mole?
Maria Hein

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