Você está entrando no Diário Gauche, um blog com as janelas abertas para o mar de incertezas do século 21.
Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?
quinta-feira, 19 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
Entenda como e por que o Brasil quebrou três vezes com FHC
É preciso ver (ou lembrar) as explicações de FHC - o Farol de Alexandria - sobre o buraco econômico no qual eles meteram o País por três vezes consecutivas, em apenas oito anos.
É preciso ver (ou lembrar) um jornalista da BBC chamando às falas o ex-presidente Cardoso - o Farol de Alexandria - sobre os 600 processos criminais que o ex-Procurador Geraldo Brindeiro engavetou nos oito anos do tucano no Planalto.
É preciso ver (ou lembrar) o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, puxar as orelhas de FHC - o Farol de Alexandria - em um importante foro internacional sobre a forma irresponsável como FHC conduziu a economia do Brasil.
terça-feira, 3 de junho de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Exumar: lembrar do que estava esquecido
A recente exumação dos restos mortais
do ex-presidente João Goulart, deposto por um golpe civil-militar no
dia primeiro de abril de 1964, remete-nos a diversas considerações
derivadas.
Estão envolvidos no caso, elementos de
disputa de classe pela memória histórica, pelo reconhecimento da
dignidade de um presidente que, morto no exílio, veio a ser
enterrado no Brasil, quase como um clandestino, e sobretudo, o papel
da chamada Comissão Nacional da Verdade, bem como o seu desempenho
no cumprimento de seu propósito original.
Assim como o frio habita o gelo, a luta
de classes habita a sociedade capitalista. A disputa de classes é
uma condição intrínseca, essencial, do modo de produção
capitalista. Essa disputa ocorre em todos os campos da vida social. A
memória do passado é um campo de disputa. A representação que
fazemos do passado é um espaço de intensa e renhida luta. Os
símbolos e o imaginário social do presente estão impregnados
daquilo que resulta deste embate por narrativas que expliquem os
fatos à luz da razão e das conveniências sociais, culturais,
políticas e econômicas. Com isso a desmemória e o esquecimento são
pontos a favor do status quo, para não dizer do conservadorismo,
reacionário e decadente, do qual o Brasil é tão exuberante, desde
sempre.
Lutar contra o esquecimento foi o
objetivo primordial da chamada Comissão da Verdade, do Brasil, a
exemplo do que foi realizado no Uruguai, Argentina e Chile, com
sucesso. Mas a nossa Comissão preferiu outro caminho. Até o momento
não se sabe qual. O seu desempenho é confuso e diversionista. Ao
invés de promover um debate nacional que encaminhe a anulação da
Lei de Anistia, preferiu o espetáculo mórbido de exumar o
presidente Jango, um fato de discutíveis resultados, a não ser o de
recebê-lo com honras de estadista em Brasília, o que é elogiável.
Enquanto nos países do Cone Sul os
militares foram julgados por seus crimes de lesa humanidade (o
ditador Videla morreu recentemente na cadeia), no Brasil, os
militares e policiais civis, agentes do Estado que cometeram graves
crimes, continuam absolutamente impunes e muitos – como o coronel
Brilhante Ustra – escrevem livros e fazem declarações atrevidas,
justificando seus atos genocidas (como se eles tivessem gerado e
obedecido a um Direito particular e provisório, portanto,
não-Republicano, durante o tempo em que estiveram no poder).
A responsabilização desses agentes
públicos deve ser feita com base no Código Penal, já que seus
crimes não podem ser considerados políticos. O crime político é
aquele praticado para atingir o Estado, e não pelo Estado, ou por
funcionários públicos (militares e policiais) em nome do Estado.
A Universidade de Minnesota, dos EUA,
realizou em 2008, um estudo onde analisou cem países que passaram
pela transição entre governos autoritários e democráticos.
Concluiu-se que nos países onde houve punição para os atos
cometidos contra os direitos humanos o grau de violência policial é
menor, ao contrário dos países onde isso não ocorreu, certamente
pela sensação de impunidade. Não vamos muito longe, pessoas presas
por ocasião das recentes manifestações de rua em Porto Alegre,
foram interrogadas com questionamentos muito semelhantes aos métodos
da repressão policial-militar da ditadura 1964/1985.
A todas essas já se vê que a exumação
de Jango é um caso absolutamente isolado. Falta exumar a ditadura e
resgatar o nosso direito republicano à memória. Enquanto isso não
acontecer, nossa democracia estará incompleta.
Artigo de Cristóvão
Feil, publicado originalmente no impresso “Jornalismo B”, em
dezembro de 2013.
sexta-feira, 21 de março de 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
'A Tartaruga' do Neruda lembra tantas coisas que foram belas, mas que se fossilizaram
A tartaruga que
andou
tanto tempo
e tanto viu
com
seus
antigos
olhos,
a tartaruga
que comeu
azeitonas
do mais profundo
mar,
a tartaruga que nadou
sete séculos
e conheceu
sete
mil
primaveras,
a tartaruga
blindada
contra
o calor
e o frio,
contra
os raios e as ondas,
a tartaruga
amarela
e prateada
com severos
lunares
ambarinos
e pés de rapina,
a tartaruga
ficou
aqui
dormindo
e não sabe
De tão velha
se foi
pondo dura,
deixou
de amar as ondas
e foi rígida
como o ferro de passar
Fechou
os olhos que
tanto
mar, céu, tempo e terra
desafiaram,
e dormiu
entre as outras
pedras.
Pablo Neruda, (1904/1973)
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Sintam a qualidade musical deste venezuelano
O nome do cara é Devendra Banhart, nascido no Texas (EUA), mas criado musicalmente na Venezuela.
Me encanta!
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
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