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Surf no lixo contemporâneo: a que ponto chegamos! E que mundo deixaremos de herança para Keith Richards?

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A estética da demagogia



Este vídeo-clipe é - formalmente - muito bonito. Colocar criança no centro de qualquer imagem sempre resulta bonito e tocante, por isso é demagógico. O sujeito não erra jamais. É como usar pôr do sol na fotografia. Fica óbvio, embora belo. Ninguém erra quando enquadra criança na estética da imagem. Ninguém erra quando enquadra pôr do sol (ou alvorada, o que dá no mesmo) na estética da imagem.

Já o cantor e compositor israelense Asaf Avidan persegue uma estética musical igualmente fácil: ele fica em algum lugar próximo a Janis Joplin, Robert Plant e o igualmente judeu Bob Dylan. Tem talento, mas poderia se afastar destes três ícones do mundo pop-rock.

Ganhará ele, e ganharemos nós, quando ele se distanciar dessa estética da demagogia.

É um vídeo-clipe bonito? Sim, mas prefiro o belo que ousa, que arrisca, que inova e rompe o véu tênue do experimentado.

Sim, uma outra medicina é possível: o grande medo do Conselho Federal de Medicina



O Conselho Federal de Medicina (e suas filiadas regionais) são entidades colonizadas por dois senhores: os grandes laboratórios farmacêuticos internacionais e os planos de saúde parasitários e inúteis.

Essa corporações médicas, assim como as escolas de medicina das Universidades brasileiras estão orientadas por uma lógica de mercado, onde ganhar dinheiro a qualquer custo é lícito, elogioso e uma meta a ser perseguida.

O programa "Mais Médicos" do governo Dilma provoca tanto ódio de classe no meio médico porque representa uma alternativa à medicina de mercado predominante hoje no Brasil. O "Mais Médicos" afirma que uma outra medicina é possível. Uma medicina preventiva e comunitária, que pode representar o fim do receituário irresponsável de ministrar drogas e medicamentos de forma indiscriminada e a esmo, com o exclusivo intuito comercial de aumentar o faturamento dos grandes laboratórios fabricantes de remédios que nada curam.

E os planos de saúde, que contribuição dão para qualificar a saúde do povo brasileiro? Como sabemos, a contribuição é nula.

Os planos de saúde - muitas vezes, arapucas para enganar incautos e desesperados - não estimulam a medicina preventiva. Ao contrário, fazem dos pacientes contribuintes passivos de uma ciranda que enriquece poucos e traz prejuízos financeiros e humanitários para milhões de brasileiros desassistidos e carentes de serviços de saúde.

No ano de 2012, os planos de saúde - são mais de 1.500 planos no Brasil - recolheram cerca de 95 bilhões de reais dos brasileiros. Esse dinheiro - todos sabemos - vai para os bolsos de alguns poucos espertalhões que não tem o menor compromisso com a qualificação da saúde pública do Brasil. É essa gente que combate o programa "Mais Médicos", que controla a corporação médica no País inteiro, que mobiliza médicos e médicas ignorantes (e racistas) para vaiar e insultar os médicos estrangeiros (foto abaixo) que irão tratar das populações dos rincões mais distantes do Brasil.

O governo Dilma está propondo um outro tipo de exercício da medicina no Brasil. Com isso, o campo da saúde e da medicina passa a ser disputado por uma alternativa real aos valores egoísticos daqueles que entendem a saúde como um mero mercado para ganhar dinheiro e enriquecer alguns oportunistas e negocistas.

A direita brasileira e os jogadores do mercado de saúde não admitem é isso: que o campo onde eles eram hegemônicos seja disputado por uma medicina humanitária, preventiva e comunitária.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

“A riqueza desmistificada” - o livro




A posse da riqueza substantiva não apenas garante rendas excepcionais mas também viabiliza privilégios indevidos, impunidade e poder desmedido.

É extremamente difícil obter informações precisas sobre a composição das classes abastadas e sobre as formas pelas quais elas asseguraram a apropriação material da riqueza e a hegemonia política.

A mitificação da riqueza leva a santificar seus detentores, considerados pela opinião pública como superiores, impolutos, inquestionavelmente merecedores de suas rendas e patrimônios.

Como totem e tabu, a riqueza possui dimensões arcanas. Arcano, neste caso, não remete a sentidos místicos ou esotéricos. Etimologicamente, arcano é sinônimo de misterioso ou enigmático, de algo importante conhecido ou compreendido por poucos.

Este livro busca contribuir para a superação da mitificação ideológica que sacraliza pseudoelites, revelando os sofismas que legitimam a riqueza. Demonstrar as práticas dos agentes que operam contra o bem comum é um requisito para a construção de uma sociedade justa, verdadeiramente livre e fraterna.


Trecho da apresentação do livro de Antonio David Cattani, “A riqueza desmistificada”.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Consulta pública sobre "reforma política" e prioridades do orçamento RS



Nos dias 6 e 7 de agosto (terça e quarta-feira) ocorrerá a votação da Participação Popular para a construção da peça orçamentária de 2014 do Estado do Rio Grande do Sul. 

Neste ano, além da priorização de projetos por região, também haverá uma consulta pública sobre um tema geral: Reforma Política. Haverá votação em urna física e pela internet.

Mais informações, acesse aqui: http://www.participa.rs.gov.br/

Condenação, sem julgamento


sábado, 3 de agosto de 2013

Valdir Verona e Rafael De Boni, viola e acordeão



Dois queras macanudos de Caxias do Sul (RS).

Helena Meirelles, a viola pantaneira




Em 1993, foi eleita pela revista estadunidense Guitar Player (com voto de Eric Clapton), como uma das cem melhores instrumentistas do mundo, por sua atuação nas violas de seis, oito, dez e doze cordas. Morreu em 2005, aos 81 anos. 

No vídeo, a partir do minuto 4:48, Helena dá um depoimento sobre parte pitoresca (e cruel) de sua vida de tocadora de viola em casas noturnas do Mato Grosso. 

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