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Foto-legenda:

Gostaria de conhecer o cálculo moral e o balanço ético feito pelo Dr. Marcio Thomaz Bastos para defender e posar ao lado do Cachoeira. O ex-ministro da Justiça do governo Lula sentado com um operador da bandalheiras da direita parlamentar em conluio com a direita midiática. Sentado, defendendo e referendando a conduta pestilenta e antissocial de um inseto político.

Esse Marcio Thomaz merece o desprezo de todos nós. Como foi feito, durante a ditadura, com o cantor Wilson Simonal. Um desaparecimento cívico total e definitivo.





segunda-feira, 16 de maio de 2011

Oportunistas não respeitam nem cerimônia de cremação



Passada a primeira dor da perda de um grande amigo, é hora de registrar o oportunismo untuoso de um certo líder do PDT/RS, no ato de cremação, semana passada. 


O sujeito, deputado federal, que atende pelo sobrenome no diminutivo, uma espécie de síntese da sua noção reduzida e mesquinha das relações sociais, da política e do senso de oportunidade em situações de luto, se esbaldou na própria incivilidade e atrevimento. Transformou um ato íntimo de dor coletiva em palco de um espetáculo privado de eleitoralismo e falso bom-mocismo. Não faltou a cena clássica: mão pousada sobre o corpo inerte, microfone em punho, um ar funéreo de gosto duvidoso, embalado por um discurso de estética-zé-do-caixão.


Restou a todos a revolta muda face a inoportunidade e o desrespeito com a memória do Minhoca (foto).


O poeta, compositor e cantor Raul Ellwanger foi convidado a interpretar uma pequena homenagem musical ao amigo que partia, mas foi desautorizado pelo irmão de Minhoca, em combinação com o deputado federal pedetista.


Eis o poema musicado de Raul Ellwanger:


Décimas do não-me-cales


Não me peças que me cale
Naquilo que mais eu canto
Das lembranças que me valem
Alegrias e espantos
Tombei morto em meus amigos
Pendurei-me em duras traves
Olfateei o sangue vivo
Nas lajotas sujas , grades
Não me peças que me cale
Meu caminho é que me vale


Flor do caeté floresce
Na imensidão da restinga
Cicatriz, desejo, prece
Na brotação desta vida
Anseio de muitos braços
Querendo mudar a história
Te revejo nestes versos
Caminho, canção e memória


Assim menino senti
A mão sinistra das castas
A perda infinita que mata
O ferro, a dor, a chibata
Bonita canção da vida
Entre amores, sonhos, guerras
No orgulho das feridas
Que ganhamos nesta terra
Não me peças que me cale
Meu caminho é que me vale.


Flor do caeté floresce...

8 comentários:

Daniel Hammes disse...

Eis a fuça do vivente, o Vieirinha:

http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=527766

abs, Daniel.

Daniel Hammes disse...

Eis a fuça do vivente, o Vieirinha:

http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=527766

abs, Daniel.

Oscar T. disse...

Concordo, foi constrangedor.

Marcos T. disse...

Se foi assim porque não botaram o perverso prá fora?

Porto Alegre disse...

Completamente infeliz, fora de proposito, desonesto e indelicado com a familia. A postagem não cita diretamente o nome do Deputado Vieira da Cunha, usa covardemente de insinuações e não vai direto ao nome. O Minhoca e o Vieira foram grandes amigos. O Deputado jamais fez menção de querer se pronunciar , só o fez por insistência de familiares. A acusão ao Cesar é injusta e descabida, pois o mesmo, sob forte emoção, não tinha conhecimento da homenagem que pretendia o Raul. Tanto o Cesar qto toda familia sempre pautaram suas vidas pela luta da democracia, e vetos nunca fizeram parte de seus cotidianos.

Paulo Pruss

luciane disse...

Lava a boca para falar de gente honesta. Não julgue as atitudes das pessoas pela tua própria conduta. O Minhoca e o Vieira foram amigos de uma vida, identificados ideologicamente, jamais se venderam por um prato de lentilhas, coisa que não aconteceu com o autor deste texto nojento e injusto. Atitude de quem tem muitas frustrações e coisas mal resolvidas de um certo período da vida. Vá se tratar.

Anônimo disse...

lava a boca para falar de gente descente. Não julga a atitude dos outros pela tua própria conduta.O Minhoca e o Vieira foram amigos de uma vida, identificados ideologicamente e nunca se venderam por um prato de lentilhas, coisa que não se pode falar de quem escreveu este texto nojento e injusto. Atitude de quem tem coisas mal resovidas de um certo período da vida. Vai te tratar.
Luciane Bolzan Vieira da Cunha

samuca disse...

Feil, acho que a mulher do deputado quer te esculachar. E parece que ela te conhece bastante hein cara.

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